Moisés Ferreira, actualmente com 24 (vinte e quatro) anos de idade, é um dos fenómenos políticos em ascensão da actualidade. Licenciado em Psicologia na Universidade da Beira Interior (Covilhã), Moisés fala-nos um pouco em relação à sua maturação pessoal e progressão política.Tendo iniciado a sua actividade política por volta dos 14 anos, o interesse pelo Bloco de Esquerda proveio pois "O Bloco trouxe novos temas de discussão política... tendo-se revelado parte de mim lutar pela igualdade de classes e direitos", afirma.
A sua progressão de carreira dentro do movimento político do Bloco de Esquerda foi impressionante, tendo este jovem sempre pertencido a órgãos estruturais do partido. Foi membro da Distrital de Aveiro durante 6 (seis) anos, fez parte da Coordenadora Nacional de Jovens por um período de 4 (quatro) anos ou equivalente a 2 (dois) mandatos, foi um dos fundadores da Concelhia de São João da Madeira em 2005, é membro activo da UDP (União Democrática Portuguesa, um dos partidos que forma o Bloco de Esquerda) onde está na Direcção e Secretariado Nacional, tendo sido recentemente eleito para a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda.
Justifica esta sua evolução por ter aderido a um movimento político recente que, "dá espaço para surgirem novos actores políticos."
Todas as suas funções incidem no facto de "fazer com que o Bloco tome posições sobre os assuntos, fixar a agenda política, fazer com que o Bloco de Esquerda cresça e aplique as suas linhas políticas", participando actualmente como Dirigente Nacional, Dirigente Distrital do Porto e ainda como Funcionário do Partido na Grande Área Metropolitana do Porto.
Com apenas 19 (dezanove) anos, em 2005, foi nomeado cabeça-de-lista do partido para concorrer à Câmara Municipal de São João da Madeira, tendo sido então o candidato mais novo do país a concorrer às autárquicas por um lugar numa Câmara Municipal. Considera este momento um dos mais importantes na sua maturação tendo-lhe proporcionado um aumento das responsabilidades. "As pessoas só evoluem quando lhes são colocadas dificuldades acima das suas capacidades, porque quem estanca e fez já tudo quanto poderia fazer, regride."
Em relação à campanha de 2005, Moisés afirma ser "divertido fazer política, debater, propor, divulgar, é divertido ver o feedback na sociedade..."
Respeitante a uma carreira profissional afastada da política, Moisés Ferreira não descarta qualquer possibilidade, "gosto de manter as opções em aberto", tendo até planos para voltar a estudar, "Sociologia, Antropologia, Arqueologia..."entre outras áreas. Nega no entanto desejar praticar psicologia, ciência na qual é formado, "pois a mística foi destruída, porque na verdade para intervir não há possibilidade em agir de modo autónomo, sendo tudo muito formatado pelo sistema e por inúmeros protocolos. Esta distância abriu-me a possibilidade de ser funcionário do partido e aproveitei-a."

