terça-feira, 22 de junho de 2010

Reportagem Multimédia

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Reportagem Santa Clara Coimbra

Reportagem Multimédia

Depois de cerca de 400 anos esquecido pelo tempo, o Mosteiro de Santa Clara a Velha em Coimbra ressurge agora. Construído no séc.XIII, é o maior Mosteiro em Portugal de influência Gótica.Santa Clara A Velha Coimbra

domingo, 20 de junho de 2010

Espaço Reportagem: "Aldoar esquecido; Porto ferido"

No Bairro do Aldoar, agrupamento histórico de habitações sociais no Porto, está perto da ruptura diplomática com o executivo camarário da cidade.
Recentemente, ao abrigo do programa "ProHabita" de requalificação de zonas urbanas, ordenou que fossem feitas obras nos edifícios que compõem o Bairro. "As obras foram feitas...mas as coisas ficaram ainda piores", afirma Esmeralda Mateus, Presidente da Associação de Moradores do Bairro de Aldoar, figura que merece um destaque na comunidade local.
Esmeralda Mateus tem sido a porta-voz do desagrado dos moradores lesados que vêem as suas casa agora depois da requalificação, com materiais de menor qualidade. "Foi tudo feito às três pancadas...feito para os pobres...o vento entra nas casas e a humidade também...tudo se estraga e o pior é a saúde."
Histórias impressionantes deambulam nestas ruas, de homens e mulheres sem água em suas casas por não terem dinheiro para tal, idosos sem banheiros em casa e assim sem condições sanitárias, mas...as obras limitaram-se ao exterior dos prédios.
"Para além de tudo, o Presidente Rui Rio vai aumentar até Junho 2011 as rendas sociais, em casas que já são nossas e pelas quais já não deveríamos pagar...em muitos casos os aumentos podem chegar aos 200 por cento, sendo que um morador que pague 20 euros por exemplo pode passar a pagar 80. Torna-se difícil visto que a maior parte das pessoas daqui estão desempregadas ou a receber subsidios sociais, e muitos não passam os 150 euros por mês." "Todas as noites existe quem procure comida no lixo...", são palavras de Esmeralda Mateus que espelham bem a brutalidade da situação que se vive neste Bairro do Porto.
Rui Rio parece manter a sua postura de afastar da grande cidade a malha mais desfavorecida da população, talvez para a limpar, talvez somente para a tornar mais agradável à fixação dos empresários, mas o que é certo é que o Porto é uma cidade de contrastes, chegando mesmo actualmente a ter 41 bairros sociais, um número preocupante considerando o nível médio de vida dos habitantes de bairros sociais.

domingo, 6 de junho de 2010

Perfil: Moisés Ferreira: Tempos novos, Pessoas novas





Moisés Ferreira, actualmente com 24 (vinte e quatro) anos de idade, é um dos fenómenos políticos em ascensão da actualidade. Licenciado em Psicologia na Universidade da Beira Interior (Covilhã), Moisés fala-nos um pouco em relação à sua maturação pessoal e progressão política.

Tendo iniciado a sua actividade política por volta dos 14 anos, o interesse pelo Bloco de Esquerda proveio pois "O Bloco trouxe novos temas de discussão política... tendo-se revelado parte de mim lutar pela igualdade de classes e direitos", afirma.
A sua progressão de carreira dentro do movimento político do Bloco de Esquerda foi impressionante, tendo este jovem sempre pertencido a órgãos estruturais do partido. Foi membro da Distrital de Aveiro durante 6 (seis) anos, fez parte da Coordenadora Nacional de Jovens por um período de 4 (quatro) anos ou equivalente a 2 (dois) mandatos, foi um dos fundadores da Concelhia de São João da Madeira em 2005, é membro activo da UDP (União Democrática Portuguesa, um dos partidos que forma o Bloco de Esquerda) onde está na Direcção e Secretariado Nacional, tendo sido recentemente eleito para a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda.
Justifica esta sua evolução por ter aderido a um movimento político recente que, "dá espaço para surgirem novos actores políticos."
Todas as suas funções incidem no facto de "fazer com que o Bloco tome posições sobre os assuntos, fixar a agenda política, fazer com que o Bloco de Esquerda cresça e aplique as suas linhas políticas", participando actualmente como Dirigente Nacional, Dirigente Distrital do Porto e ainda como Funcionário do Partido na Grande Área Metropolitana do Porto.
Com apenas 19 (dezanove) anos, em 2005, foi nomeado cabeça-de-lista do partido para concorrer à Câmara Municipal de São João da Madeira, tendo sido então o candidato mais novo do país a concorrer às autárquicas por um lugar numa Câmara Municipal. Considera este momento um dos mais importantes na sua maturação tendo-lhe proporcionado um aumento das responsabilidades. "As pessoas só evoluem quando lhes são colocadas dificuldades acima das suas capacidades, porque quem estanca e fez já tudo quanto poderia fazer, regride."
Em relação à campanha de 2005, Moisés afirma ser "divertido fazer política, debater, propor, divulgar, é divertido ver o feedback na sociedade..."
Respeitante a uma carreira profissional afastada da política, Moisés Ferreira não descarta qualquer possibilidade, "gosto de manter as opções em aberto", tendo até planos para voltar a estudar, "Sociologia, Antropologia, Arqueologia..."entre outras áreas. Nega no entanto desejar praticar psicologia, ciência na qual é formado, "pois a mística foi destruída, porque na verdade para intervir não há possibilidade em agir de modo autónomo, sendo tudo muito formatado pelo sistema e por inúmeros protocolos. Esta distância abriu-me a possibilidade de ser funcionário do partido e aproveitei-a."

sábado, 5 de junho de 2010

"Crescimento Zero" uma realidade; Recessão uma possibilidade


 
Na Alemanha, Nouriel Roubini, economista norte-americano, disse aos jornalistas da "Reuters" que previa a existência de uma segunda crise financeira. Referiu que a União Europeia enfrenta, com as condições actuais, uma perspectiva de crescimento zero, podendo mesmo entrar de novo em recessão económica, enfrentando mesmo o risco de deflação dos seus produtos no mercado para estimular a economia. Acrescentou que "a Grécia foi exclusivamente a ponta do iceberg". Considera haver salvação, mas que esta deve passar por um empenhamento e rigor político-financeiro.
Em relação ao Estados Unidos, aponta para um cenário semelhante caso mantenham a mesma ideologia financeira.

Golfo de México: BP preparada para as consequências



Darryl Willys vice-presidente da British Petroleum (BP), a empresa mundialmente conhecida de venda de petróleo, admitiu ontem à "Reuters" que os prejuízos da companhia ascendem os 46 milhões de dólares pagos em indemnizações devido ao recente derrame de petróleo na zona do Golfo do México.
As suas perspectivas apontam para os danos financeiros da BP ascendam até aos 86 milhões de dólares.
Afirma que "...farão os pagamentos a todas as pessoas que saíram lesadas...", sendo os prejudicados na sua maioria pescadores, mas também algumas outras pequens e média empresas.
Acrescenta " Não há orçamento definido e continuaremos a pagar até tudo terminar. Iremos continuar até ao momento em que todos possam voltar à sua vida normal na Costa do Golfo".
A BP enfrenta agora uma série de processos criminais aplicados pelo tribunal norte-americano, minando também a sua credibilidade perto dos investidores estrangeiros. No entanto, o presidente da companhia Tony Hayward diz ter meios suficientes para sanar as suas obrigações.